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Resumo do caso: Trata-se da jovem TCMS, 3 anos,
reg. 0062937, admitida no Hospital Arnaldo Gavazza Filho em Ponte Nova no
dia 07 de junho de 2004 com quadro de distensão abdominal, vômitos e
parada nas evacuações. Ao exame apresentava-se com facies de sofrimento,
desidratada, com abdome doloroso 'a palpação mas sem sinais de
irritação peritoneal. Sua história pregressa mostrava sucessivas
internações em hospitais da região devido 'a quadros obstrutivos por Ascaris
lumbricoides . Iniciada reposição hidroeletrolítica, passada SNG, e
iniciado tratamento com Piperazina e Nujol.
Não houve melhora do quadro e esta paciente passou então a
apresentar, 'a palpação abdominal, sinais de irritação peritoneal,
fato que sugeria complicação do processo obstrutivo.
Indicada laparotomia mediana na manhã do dia 08, aonde encontramos
volumosa massa em segmento de delgado que, além de apresentar torção de
meso, talvez pelo peristaltismo de luta, revelava também segmento
com considerável sofrimento vascular notadamente em zona aonde se
acumulava o bolo de parasitos.
Feita ressecção de aproximadamente 40 centrímetros de intestino
delgado (jejuno/ileo) e anastomose término-terminal em dois planos. Nâo
fizemos ostomia protetora por entender que a anastomose fora bem executada
e que as condições locais eram favoráveis. Feita drenagem da zona da anastomose com penrose sentinela.
Esta paciente envoluiu bem sem intercorrências. Recebeu piperazina e nujol por mais 48 horas no pós-operatório
e albendazol solução por mais 72 horas, com o início da dieta no
quarto DPO. As imagens do
intra-operatório falam por si: (clique nas figuras para uma imagem
ampliada)
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As fotos foram retiradas com o uso do flash, fato que as torna um pouco
menos escuras do que realmente se encontravam.
Na primeira foto vemos a diferença entre a
alça sadia e o segmento doente.
As fotos seguintes já mostram o segmento que está sendo retirado.
Note na foto numero 5 o trecho de necrose junto ao bolo de parasitos.
As fotos 6 e 7 mostram o segmento retirado e a incisão feita neste
para evidenciar os parasitos.
A ultima foto mostra as extremidades residuais que permitiram a
reconstrução do trânsito.
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