A obesidade é uma doença caracterizada pelo excesso de gordura no corpo, é multifatorial e ocorre quando a ingestão de calorias é constantemente maior do que o gasto de energia corporal, resultando frequentemente em sérios prejuízos à saúde. Atualmente, atinge 600 milhões de pessoas no mundo, sendo 30 milhões somente no Brasil. Se for incluída na estatística a população com sobrepeso, esse número aumentará para 1,9 bilhões de pessoas no mundo, e para 95 milhões de brasileiros. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que em 2025 existirão no mundo 2,9 bilhões de pessoas com excesso de peso, e 900 milhões de obesos.

A primeira opção é o tratamento clínico que inclui dieta, exercícios, medicação e acompanhamento de um endocrinologista e de um nutricionista. Também devem fazer parte da equipe um fisioterapeuta e um psicólogo. O objetivo é conscientizar o paciente da necessidade de trocar o sedentarismo e a má alimentação por hábitos de vida mais saudáveis que contemplem atividade física e dieta balanceada. Nos casos em que a obesidade traz prejuízos à saúde e o tratamento clínico se mostra ineficaz, o tratamento cirúrgico deve ser considerado.
Os benefícios da cirurgia bariátrica e metabólica são: perda de peso, remissão ou facilitação do controle das doenças associadas à obesidade (tais como diabetes, dislipidemias e hipertensão arterial), diminuição do risco de mortalidade, aumento da longevidade e melhoria na qualidade de vida física e social. Os riscos são os mesmos de outras cirurgias abdominais. Por essa razão, a cirurgia deve ser feita em um hospital com estrutura adequada e por médicos qualificados que pratiquem os procedimentos regulamentados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
A obesidade mórbida é definida como um índice de massa corpórea maior ou igual a 40 Kg/m2, e apresenta consequências mórbidas orgânicas ou psicossociais.
Fórmula do cálculo
O índice de massa corpórea é calculado dividindo-se o peso em quilos pela altura em metros elevada ao quadrado (peso / altura²).